
Foto de Ilia Izachic-Isaev
Sinto que dia para dia falta-me a paciência para as pequenas e grandes coisas dos meus dias, inclusive para este blog. A preguiça intalou-se…talvez temporariamente!
Estou e num breve instante
sinto tudo
sinto-me tudo
Deito-me no meu corpo
e despeço-me de mim
para me encontrar no próximo olhar
Ausento-me da morte
não quero nada
eu sou tudo
respiro-me até à exaustão
Nada me alimenta
porque sou feito de todas as coisas
e adormeço onde tombam a luz e a poeira
A vida (ensinaram-me assim)
deve ser bebida
quando os lábios estiverem já mortos
Educadamente mortos.
“Manhã” de Mia Couto